O Vale da Grama recebeu uma caravana de alunos e professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) para conhecer e mapear os espaços turísticos da região. A visita ocorreu nos dias 16 e 17 de maio e integra as ações de apoio à promoção e desenvolvimento de Indicações Geográficas (IGs). Esta foi a segunda visita, a primeira aconteceu no final de semana anterior, em que um grupo menor fez um roteiro piloto.
“O objetivo foi realizar um diagnóstico turístico in loco, mapeando os atrativos, os produtos e os serviços já existentes no Vale da Grama para subsidiar a construção de um roteiro turístico estruturado”, explicou João Paulo Pereira, administrador do campus São João da Boa Vista do IFSP. “Essa imersão é fundamental para o projeto avançar com base na realidade do território, valorizando o que já existe e identificando oportunidades de desenvolvimento”, disse.
O Vale da Grama foi uma das cinco regiões do Brasil selecionadas pelo programa. O turismo foi identificado como a principal estratégia para impulsionar o desenvolvimento territorial da região, que já possui notoriedade reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “Somos a quarta origem cafeeira do Estado de São Paulo, uma microrregião dentro da Região Vulcânica, com dias quentes e noites frias, que resultam em um café de excelente qualidade, com notas sensoriais de caramelo, açúcar mascavo e acidez cítrica”, afirmou Valdir Duarte, presidente da Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama.
TOUR
A expedição do IFSP teve como foco realizar uma imersão nos atrativos já existentes no território para auxiliar na construção de um roteiro turístico regional. Embora o café seja o ponto de partida, a proposta também contempla outras produções locais, como azeite, vinho, queijos e iogurtes, além de serviços ligados ao artesanato e à hotelaria.
O grupo conheceu os trabalhos da Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama e os projetos ambientais desenvolvidos na região. Também visitou produtores e empreendimentos ligados ao artesanato em papel, pinturas, marcas de café e cachaça, além de fabricantes de queijos, iogurtes e trufas. O roteiro incluiu ainda o Museu Prefeito Arakén Cruz, fundada em 1925 devido à relevância da atividade cafeeira; o tradicional Torresmo do Carlão, conhecido nacionalmente após inspirar um dos pratos do chef Jefferson Rueda, da Casa do Porco, em São Paulo (SP); e o Sítio Santa Rosa, propriedade familiar dedicada à produção de café e mel.
Os visitantes participaram também de um cupping — processo de avaliação sensorial de cafés especiais — e conheceram o Pizza Chácara Bar, pizzaria que utiliza ingredientes produzidos na região, como os queijos do laticínio Roni.
A equipe ficou hospedada na Pousada do Flavinho e também visitou outras opções de hospedagem da região, como a Fazenda Cachoeira, onde conheceu a cachoeira que dá nome à propriedade e a produção de palmito pupunha. A programação incluiu ainda visita à premiada Fazenda Recreio, referência nacional na produção de cafés especiais e degustação de azeites na Fazenda Irarema. Coincidentemente, durante a permanência do grupo na região, ocorreu a Missa em Louvor a Nossa Senhora do Café, celebração que demonstra a forte ligação da cafeicultura com o cotidiano local.





